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Gastronomia é muito mais que um modismo

16 de agosto de 2010

No Recife, há pelo menos cinco cursos voltados para a formação de profissionais da cozinha. Mercado é amplo e tem boas oportunidades. Mas é bom lembrar: estudante também tem que aprender técnicas de administração e gestão

Viviane Barros Lima

vlima@jc.com.br

Cozinhar definitivamente virou moda. O hábito conquistou gente de várias idades, afastou preconceitos e atrai cada vez mais o sexo masculino. Mas tem gente que leva a diversão um pouco além e resolve fazer um curso de gastronomia. No Recife, há pelo menos cinco faculdades que oferecem o curso, que dura de dois a quatro anos. Alguns alunos são atraídos pela badalação em torno da área, outros querem ser chefs renomados e até abrir seus próprios negócios. Independentemente do interesse original, especialistas dizem que o curso de gastronomia prepara o aluno para um mercado que precisa de profissionais qualificados e é bem amplo.

“A área de gastronomia não se resume só a cozinha dos restaurantes. O setor de padaria, por exemplo, é carente demais de profissionais. Os bares e hotéis querem trabalhadores que tenham uma melhor habilidade no gerenciamento do negócio. A maioria dos profissionais tem experiência na área, mas não sabe administrar um empreendimento”, informa a coordenadora do curso de gastronomia da Faculdade Maurício de Nassau, Elza Ferreira.

Ao contrário do que muita gente pensa, os cursos de gastronomia não ensinam apenas a cozinhar, mas preparam o aluno para administrar um empreendimento na área. O único curso de bacharelado na área no Estado é o da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE). Ele dura oito semestres. “O nosso curso é o único de bacharelado em gastronomia e segurança alimentar. É o mais completo do mercado de Pernambuco. Temos cadeiras administrativas de gestão de restaurante, elaboração de cardápio, ambientação de cozinha, entre outras”, informa a coordenadora do curso, Edenilze Romeiro. Ela diz que os cursos das outras faculdades são mais curtos (chamados de tecnológicos com duração de dois anos) e englobam menos assuntos.

O professor Guilherme Aragão do curso de gastronomia da Faculdade Senac discorda e diz que os cursos tecnológicos também preparam o aluno para seguir diferentes caminhos dentro da mesma carreira. “O formando pode virar um chef, abrir e administrar seu próprio negócio ou até dá consultoria na área”, informa. Ele afirma que muitos dos alunos que frequentam as aulas já possuem outra graduação e têm o objetivo de abrir um empreendimento gastronômico.

Na Faculdade Boa Viagem, o curso é mais longo, são oito semestres, mas ele é de hotelaria com ênfase em gastronomia. A formação não se resume a gastronomia e o aluno pode trabalhar em outras funções dentro dos hotéis, resorts, pousadas, entre outros estabelecimentos.

Elza Ferreira diz que as pessoas ainda não têm a noção exata da amplitude da área. Um dos segmentos novos dentro do mercado são os hospitais particulares que estão investindo em restaurantes e em cozinhas especializadas para os pacientes e suas famílias. “Outro setor que cresce muito são as cafeterias e chocolaterias. Tem também a parte de segurança alimentar. O aluno pode trabalhar na linha de produção de uma empresa de alimentos ou ser responsável pelo restaurante que fica dentro de uma grande companhia”, completa.

Os salários da área são variados. Têm alunos que saem ganhando apenas R$ 900. Outros conseguem ter sucesso, viram chefs renomados e recebem um salário médio de R$ 15 mil por mês. “A maioria ganha em média R$ 2 mil”. calcula Elza. As faculdades dizem que as taxas de evasão do curso são pequenas. Na Maurício de Nassau, ela é de 12%. Na UFRPE, não chega a 5%. Somando o número de vagas abertas anualmente pela Maurício de Nassau, Faculdade Senac e UFRPE são 280 novos alunos todos os anos. A Universo e a Faculdade Boa Viagem não divulgaram o número de vagas abertas anualmente.

O perfil dos alunos da UFRPE é formado por jovens oriundos do Ensino Médio. No Senac e na Maurício de Nassau, há estudantes de todas as idades. Muitos já são profissionais de sucesso em outras áreas. “Temos alunos que são engenheiros, odontólogos e delegados”, exemplifica Elza.

Entre as disciplinas estudadas nos cursos estão bioquímica dos alimentos, gestão e economia, panificação, confeitaria, cozinha francesa, serviços de sala e bar, planejamento de cardápio, história da alimentação e enologia.


FONTE: JORNAL DO COMMERCIO > ECONOMIA

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